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Brasil registra queda de casos e mortes por malária em 2025

País teve 118 mil casos da doença no ano passado, menor número desde 1978; uso da tafenoquina e ampliação do diagnóstico contribuíram para o resultado.

redação Por redação
17/08/2026 - 15:31
em Saúde
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# Brasil registra queda de casos e mortes por malária em 2025 Subtítulo: País teve 118 mil casos da doença no ano passado, menor número desde 1978; uso da tafenoquina e ampliação do diagnóstico contribuíram para o resultado Meta descrição: Brasil registra queda de 30% nas mortes por malária em 2025 e alcança menor número de casos da doença desde 1978. Tags: malária, Ministério da Saúde, tafenoquina, SUS, saúde pública, doenças tropicais, Brasil Saudável, saúde indígena Hashtags: #Malária, #MinistérioDaSaúde, #SUS, #Tafenoquina, #SaúdePública, #BrasilSaudável, #SaúdeIndígena, #DoençasTropicais O Brasil registrou uma redução nos casos e nas mortes provocadas pela malária em 2025. Dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam queda de 30% nos óbitos e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença em relação ao ano anterior. O número de mortes caiu de 56, em 2024, para 39 em 2025. No mesmo período, foram registrados 118.037 casos de malária contraídos no território brasileiro, uma redução de 15% na comparação com 2024. Segundo o Ministério da Saúde, esse foi o menor número de casos registrado no país desde 1978. Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (17) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), realizado em Brasília. Entre os fatores associados à melhora dos indicadores estão a ampliação do diagnóstico, a oferta de testes e o tratamento adequado, além da introdução da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS). ## Tafenoquina amplia opções de tratamento A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais, peso mínimo de 35 quilos, e começou a ser disponibilizada no ano seguinte. Administrado em dose única, o medicamento atua contra formas do parasita que permanecem no fígado e podem provocar novos episódios da doença. A estratégia busca reduzir as recaídas e facilitar a adesão ao tratamento. Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam recebido o medicamento no país. Desse total, 3.920 tratamentos foram realizados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Desde março deste ano, a tafenoquina também passou a contar com uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes já haviam recebido o tratamento. ## Redução de casos entre indígenas Os resultados também aparecem em regiões de atendimento à população indígena. No DSEI Yanomami, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina. Entre março e junho de 2026, o número de recaídas de malária na região caiu 61,9% em comparação com o mesmo período de 2025. Considerando os meses de janeiro a julho, os casos registrados tiveram redução de 55%, passando de aproximadamente 17 mil para 7,6 mil ocorrências na comparação anual. A disponibilidade de um medicamento administrado em dose única é considerada especialmente relevante em comunidades de difícil acesso, onde a continuidade do tratamento pode enfrentar obstáculos logísticos. ## Tafenoquina combate recaídas A malária provocada pelo tipo mais comum do parasita pode voltar a se manifestar mesmo após o tratamento inicial. Isso ocorre porque determinadas formas do parasita podem permanecer no fígado e provocar novos episódios posteriormente. A tafenoquina atua justamente nessa etapa do ciclo da doença. Por ser administrada em dose única, o medicamento pode facilitar o cumprimento do tratamento e contribuir para diminuir a ocorrência de recaídas. Atualmente, a formulação pediátrica está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde já receberam capacitação para utilizar o medicamento. ## Meta é eliminar doenças até 2030 Os avanços relacionados à malária fazem parte das ações do programa Brasil Saudável – Unir para Cuidar, coordenado pelo Ministério da Saúde. A iniciativa reúne esforços de 14 ministérios para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030. Entre as doenças contempladas estão malária, tuberculose, hanseníase, HIV/aids, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática. O programa também acompanha infecções de transmissão vertical relacionadas à sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV. O Brasil já recebeu certificações internacionais relacionadas à eliminação da filariose linfática, em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV, em dezembro de 2025. A estratégia também monitora doenças que estão próximas de atingir as metas de eliminação estabelecidas com base em critérios internacionais de saúde.

Imagem:Amanda Milan/Deborah Novais/ Ministério da Saúde

O Brasil registrou uma redução nos casos e nas mortes provocadas pela malária em 2025. Dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam queda de 30% nos óbitos e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença em relação ao ano anterior.

O número de mortes caiu de 56, em 2024, para 39 em 2025. No mesmo período, foram registrados 118.037 casos de malária contraídos no território brasileiro, uma redução de 15% na comparação com 2024. Segundo o Ministério da Saúde, esse foi o menor número de casos registrado no país desde 1978.

Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (17) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), realizado em Brasília.

Entre os fatores associados à melhora dos indicadores estão a ampliação do diagnóstico, a oferta de testes e o tratamento adequado, além da introdução da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS).

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A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais, peso mínimo de 35 quilos, e começou a ser disponibilizada no ano seguinte.

Administrado em dose única, o medicamento atua contra formas do parasita que permanecem no fígado e podem provocar novos episódios da doença. A estratégia busca reduzir as recaídas e facilitar a adesão ao tratamento.

Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam recebido o medicamento no país. Desse total, 3.920 tratamentos foram realizados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Desde março deste ano, a tafenoquina também passou a contar com uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes já haviam recebido o tratamento.

Os resultados também aparecem em regiões de atendimento à população indígena. No DSEI Yanomami, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina.

Entre março e junho de 2026, o número de recaídas de malária na região caiu 61,9% em comparação com o mesmo período de 2025.

Considerando os meses de janeiro a julho, os casos registrados tiveram redução de 55%, passando de aproximadamente 17 mil para 7,6 mil ocorrências na comparação anual.

A disponibilidade de um medicamento administrado em dose única é considerada especialmente relevante em comunidades de difícil acesso, onde a continuidade do tratamento pode enfrentar obstáculos logísticos.

A malária provocada pelo tipo mais comum do parasita pode voltar a se manifestar mesmo após o tratamento inicial. Isso ocorre porque determinadas formas do parasita podem permanecer no fígado e provocar novos episódios posteriormente.

A tafenoquina atua justamente nessa etapa do ciclo da doença. Por ser administrada em dose única, o medicamento pode facilitar o cumprimento do tratamento e contribuir para diminuir a ocorrência de recaídas.

Atualmente, a formulação pediátrica está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde já receberam capacitação para utilizar o medicamento.

Os avanços relacionados à malária fazem parte das ações do programa Brasil Saudável – Unir para Cuidar, coordenado pelo Ministério da Saúde.

A iniciativa reúne esforços de 14 ministérios para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030.

Entre as doenças contempladas estão malária, tuberculose, hanseníase, HIV/aids, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática.

O programa também acompanha infecções de transmissão vertical relacionadas à sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV.

O Brasil já recebeu certificações internacionais relacionadas à eliminação da filariose linfática, em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV, em dezembro de 2025.

A estratégia também monitora doenças que estão próximas de atingir as metas de eliminação estabelecidas com base em critérios internacionais de saúde.

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Tags: #BrasilSaudável#DoençasTropicais#MinistériodaSaúde#saúdeindígena#SaúdePública#TafenoquinaMaláriaSUS
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