O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro continuará negociando com os Estados Unidos mesmo após a decisão da administração de Donald Trump de aplicar uma tarifa de 25% sobre parte das exportações nacionais. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é preservar o diálogo diplomático e comercial, defender os interesses do país e acompanhar os impactos da medida junto aos setores produtivos.
Em entrevista à GloboNews, Alckmin destacou que o Brasil permanece aberto às negociações e reforçou o compromisso com o livre comércio e com as normas estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
De acordo com o vice-presidente, o governo também trabalha para ampliar a presença dos produtos brasileiros em outros mercados internacionais, reduzindo a dependência comercial de um único parceiro.
Alckmin ressaltou que a estratégia de abertura de novos mercados já apresenta resultados positivos. Segundo ele, a expansão das relações comerciais com outros países fortalece a competitividade da economia brasileira e reduz os impactos provocados por medidas restritivas adotadas pelos Estados Unidos.
O vice-presidente afirmou que a diversificação das exportações integra a política do governo para ampliar oportunidades aos produtores nacionais e garantir maior segurança ao comércio exterior.
Durante a entrevista, Alckmin voltou a criticar a decisão do governo norte-americano, classificando a tarifa como “injusta” e “descabida”. Segundo ele, os Estados Unidos registram superávit na balança comercial com o Brasil, argumento utilizado para questionar a adoção da sobretaxa.
Na avaliação do vice-presidente, a relação comercial entre os dois países deveria continuar baseada no equilíbrio, no diálogo e nas regras internacionais de comércio.
A tarifa de 25% foi confirmada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e passa a valer em 22 de julho.
Embora diversos produtos brasileiros tenham sido excluídos da medida, entre eles petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, outros itens relevantes da pauta exportadora, como etanol, máquinas agrícolas e papel, serão afetados pela nova cobrança.
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