O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) publicaram na última sexta-feira (3) a homologação do resultado final de parte dos cargos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2). A divulgação contempla os candidatos aprovados em carreiras que ainda dependiam da conclusão de etapas específicas do certame, como investigação social, avaliações orais e curso de formação.
Com a publicação do resultado definitivo, ficam homologadas as classificações finais dos candidatos habilitados tanto para as vagas imediatas quanto para a lista de espera dos cargos submetidos à Fase 5, à Fase 6 e à segunda etapa do concurso.
As listas foram organizadas por órgão, cargo ou especialidade e reúnem informações como número de inscrição, nome do candidato, notas obtidas nas etapas aplicadas, nota final ponderada, classificação na ampla concorrência, posição nas modalidades de cotas e a situação final em cada carreira.
A partir da homologação, os órgãos e entidades federais que participam do concurso poderão iniciar os trâmites administrativos necessários para o preenchimento das vagas, conforme a necessidade de cada área e a disponibilidade orçamentária.
Segundo o Ministério da Gestão, a posse dos aprovados dependerá do cumprimento de critérios legais e administrativos, como a ordem de classificação, a existência de vagas autorizadas e a previsão de recursos no orçamento público para o pagamento dos novos servidores.
Além disso, os candidatos convocados precisarão comprovar o atendimento a todos os requisitos previstos em edital, como idade mínima exigida para o cargo, apresentação do diploma correspondente, regularidade com as obrigações eleitorais e militares e aprovação em perícia médica oficial.
A homologação publicada no Edital Enap nº 207 só foi possível após a conclusão de três etapas específicas do concurso. A Fase 5 corresponde à investigação social e funcional, de caráter eliminatório, aplicada a cargos que exigem esse tipo de verificação, como o de analista técnico de justiça e defesa.
Já a Fase 6 foi destinada a carreiras que, por exigência legal ou pela natureza das atribuições, preveem avaliação de habilidades orais e defesa de memorial acadêmico ou profissional. A segunda etapa do certame, por sua vez, envolveu curso de formação profissional, com caráter eliminatório e classificatório, em cargos de órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
As classificações finais agora homologadas abrangem vagas distribuídas em blocos temáticos ligados à seguridade social, ciência e tecnologia, engenharia e arquitetura, desenvolvimento socioeconômico, além da área de justiça e defesa.
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado ofertou 3.652 vagas em 32 órgãos federais. Desse total, 3.144 oportunidades foram destinadas a cargos de nível superior e 508 a funções de nível intermediário. Os postos foram organizados em nove blocos temáticos, permitindo que os candidatos indicassem a ordem de preferência entre os cargos disponíveis no momento da inscrição.
O concurso também reservou vagas para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, conforme os percentuais previstos em lei. Além disso, o Ministério da Gestão adotou o mecanismo de equiparação de gênero, com o objetivo de garantir proporcionalidade entre homens e mulheres convocados para a fase discursiva.
A medida resultou na participação de mais de 24 mil mulheres nas provas discursivas, o equivalente a cerca de 57% do total de convocados para essa etapa. Agora, com a homologação final de mais um grupo de carreiras, o CNU 2 avança para a fase de convocação e posse dos aprovados.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





