O número de casos confirmados de sarampo em São Paulo voltou a crescer. A Secretaria Estadual da Saúde informou na última terça-feira (30) a confirmação de mais duas infecções na capital paulista, elevando para sete o total de registros da doença neste ano.
Os novos casos envolvem um bebê de seis meses e uma jovem de 20 anos, mãe de uma criança diagnosticada anteriormente. Ambos vivem em uma região próxima ao município de Guarulhos.
Dias antes, o estado já havia divulgado a confirmação de outros três casos, todos em crianças com idade entre seis meses e um ano. As investigações epidemiológicas seguem em andamento para identificar como ocorreu a transmissão do vírus.
Em resposta ao cenário, a Secretaria da Saúde passou a recomendar a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de seis a 11 meses e 29 dias residentes na capital paulista e em Guarulhos.
A medida funciona como proteção antecipada durante o período de maior risco, mas não altera o calendário nacional de vacinação. As crianças que receberem essa dose deverão tomar normalmente a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.
As autoridades também orientam toda a população a conferir a carteira de vacinação. Pessoas com até 59 anos que não possuem comprovação de imunização ou deixaram de completar o esquema vacinal devem procurar uma unidade de saúde para regularizar a situação.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a cobertura vacinal atual contra o sarampo está abaixo do índice considerado ideal, alcançando 85,32% na primeira dose e 72,06% na segunda.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo contato com secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse persistente, coriza, conjuntivite e mal-estar. Sem tratamento adequado, a doença pode provocar complicações sérias, como pneumonia, encefalite, infecções de ouvido e outras consequências graves.
A vacinação gratuita oferecida pelo SUS permanece como a principal estratégia para impedir a circulação do vírus e proteger crianças e adultos.
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