O Governo Federal dará mais um passo na assistência às vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela ao enviar, neste sábado (27), uma carga com mais de uma tonelada de medicamentos e insumos destinados ao atendimento de emergência.
A ação é coordenada pelo Ministério da Saúde, que preparou cinco kits de calamidade contendo 111,8 mil medicamentos e materiais hospitalares. Segundo a pasta, os itens foram separados sem comprometer os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).
Cada kit possui capacidade para atender cerca de 1.500 pessoas durante um mês e reúne medicamentos e equipamentos considerados essenciais em situações de desastre, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, gazes, ataduras, luvas, máscaras e dispositivos para infusão.
A operação logística foi realizada de forma emergencial durante a madrugada desta sexta-feira (26), garantindo a separação, conferência e preparação da carga para envio imediato ao país vizinho.
O Ministério da Saúde informou que permanece em contato com as autoridades venezuelanas e organismos internacionais para ampliar o apoio, caso novas demandas sejam identificadas ao longo da operação humanitária.
Além do envio de medicamentos, o Brasil já mobilizou equipes técnicas para atuar nas ações de resposta ao desastre.
Nesta sexta-feira (26), profissionais brasileiros embarcaram para a Venezuela em uma missão coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A equipe reúne especialistas em proteção e defesa civil, bombeiros militares e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que auxiliarão nas operações de busca e salvamento.
A Anatel também enviou equipamentos capazes de detectar sinais emitidos por aparelhos celulares, tecnologia que poderá auxiliar na localização de pessoas sob escombros ou em áreas de difícil acesso.
Os dispositivos, normalmente utilizados para fiscalização das redes de telecomunicações, foram adaptados para identificar emissões de radiofrequência, contribuindo para direcionar o trabalho das equipes de resgate.
Segundo o governo brasileiro, a iniciativa reforça o compromisso do país com a cooperação internacional e a assistência humanitária em situações de emergência.
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