A paixão pelo futebol e pela Copa do Mundo ganhou um novo desafio em 2026: completar o álbum oficial da competição. Com a ampliação do torneio para 48 seleções, a coleção lançada pela Panini tornou-se a maior da história da editora, reunindo mais de 980 figurinhas.
O aumento no número de páginas e cromos também elevou significativamente os custos para os colecionadores. Quem pretende completar o álbum apenas comprando pacotes, sem realizar trocas, poderá gastar mais de R$ 7,3 mil.
Cada pacote contém sete figurinhas e custa R$ 7. Em um cenário hipotético sem repetidas, seriam necessários 140 pacotes, resultando em um investimento mínimo de pouco mais de R$ 1 mil, já incluindo o valor do álbum. No entanto, como a distribuição é aleatória, as repetições tornam o custo real muito maior.
Para muitos fãs, a alternativa mais econômica continua sendo participar de encontros de troca de figurinhas. Com a substituição das repetidas por cromos faltantes, o valor para completar a coleção pode cair para algo entre R$ 1.200 e R$ 1.700.
Os tradicionais pontos de troca espalhados pelo país voltaram a reunir colecionadores de diferentes idades, transformando a busca pelas figurinhas em uma experiência social e familiar.
Além das figurinhas comuns, a coleção conta com 68 cromos especiais da série Legends, dedicados a alguns dos principais jogadores do futebol mundial.
As versões possuem diferentes níveis de raridade, incluindo modelos bordeaux, bronze, prata e dourado. As douradas são as mais difíceis de encontrar, aparecendo, em média, apenas uma vez a cada 1.900 pacotes.
Entre as mais disputadas estão as figurinhas de estrelas como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Kylian Mbappé, Lamine Yamal e Vinicius Júnior.
Em plataformas de compra e venda, algumas versões douradas já ultrapassam os R$ 500, impulsionando um mercado cada vez mais aquecido entre os colecionadores.
Outro assunto que movimenta os fãs é a presença de jogadores que acabaram fora da Copa e a ausência de alguns nomes importantes.
No álbum brasileiro aparecem atletas como Rodrygo, Éder Militão e Estevão, que ficaram fora da lista final por questões físicas. Por outro lado, a ausência de Neymar surpreendeu muitos torcedores.
Isso acontece porque a produção do álbum começa meses antes da divulgação oficial das convocações, transformando a coleção em um retrato antecipado da competição.
Para muitos colecionadores, o álbum representa muito mais do que uma simples coleção. A atividade reúne famílias, amigos e apaixonados por futebol em uma experiência que atravessa gerações.
Além da busca pelas figurinhas, os encontros de troca se tornaram espaços de convivência, compartilhamento de histórias e fortalecimento da tradição que acompanha cada edição da Copa do Mundo.
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