O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) atingiu um marco histórico ao ultrapassar R$ 1 bilhão em contratos firmados nos últimos anos, consolidando-se como uma das principais políticas públicas voltadas ao acesso à terra para agricultores familiares no Brasil.
Além do crescimento no volume de operações, o programa também apresentou avanços na gestão financeira e na sustentabilidade dos contratos. Atualmente, o Fundo de Terras da Reforma Agrária conta com cerca de R$ 1,6 bilhão disponíveis para financiar novas operações de crédito fundiário em todo o país.
Um dos indicadores mais positivos registrados pelo programa é a significativa redução da inadimplência entre os beneficiários.
Dados apontam que, em 2018, aproximadamente 27,5% dos contratos apresentavam atraso ou dificuldades de pagamento. Atualmente, esse índice caiu para 6,3%, refletindo melhorias na gestão do programa, no acompanhamento das famílias beneficiadas e na capacidade dos agricultores de manter suas atividades produtivas.
O resultado demonstra que os beneficiários têm conseguido não apenas acessar a terra, mas também desenvolver seus projetos com maior estabilidade econômica e capacidade de cumprir os compromissos financeiros assumidos.
Mais recursos para ampliar financiamentos
Nos últimos anos, o governo federal reforçou os recursos destinados ao Fundo de Terras da Reforma Agrária. Em 2025, foram incorporados R$ 350 milhões ao fundo. Já em 2026, houve novo aporte de R$ 180 milhões.
Os investimentos ampliaram a capacidade operacional do programa e contribuíram para acelerar a análise e aprovação de novos financiamentos.
Segundo o secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental, Moisés Savian, a gestão dos recursos tem sido realizada com foco em planejamento, transparência e fortalecimento das políticas de acesso à terra.
Programa beneficia milhares de famílias
Criado para facilitar o acesso à propriedade rural, o Programa Nacional de Crédito Fundiário permite que agricultores familiares adquiram terras por meio de financiamentos com condições diferenciadas e taxas subsidiadas.
Além da compra da área rural, o programa também financia assistência técnica e investimentos necessários para estruturar a propriedade e ampliar a produção agrícola.
Atualmente, mais de 6 mil famílias já foram beneficiadas pela iniciativa. Os financiamentos viabilizaram a aquisição de aproximadamente 96,7 mil hectares de terras em diversas regiões do país.
Recorde de projetos enviados aos bancos
Outro resultado que chama atenção é o aumento da demanda pelo programa. Somente no mês de maio, o Crédito Fundiário registrou um novo recorde ao encaminhar 432 projetos para análise das instituições financeiras em apenas um mês.
O desempenho é atribuído à modernização dos processos administrativos e à ampliação do diálogo entre governo, agentes financeiros, organizações sociais e agricultores familiares.
De acordo com a diretora de Governança Fundiária do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Shirley Abreu, a digitalização dos processos tem sido fundamental para agilizar a tramitação dos pedidos e ampliar a eficiência operacional do programa.
A adoção de novas ferramentas tecnológicas e a simplificação dos procedimentos têm permitido acelerar a contratação dos financiamentos e ampliar o alcance da política pública.
Perspectivas para os próximos anos
Com recursos reforçados, inadimplência em queda e recordes de contratação, o Programa Nacional de Crédito Fundiário projeta ampliar ainda mais o número de famílias atendidas nos próximos anos.
A expectativa do governo é fortalecer a agricultura familiar, promover o desenvolvimento rural sustentável e criar oportunidades para trabalhadores do campo que sonham em conquistar sua própria terra e investir na produção agrícola.
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