Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Especialistas alertam para riscos de intervenção após EUA classificarem facções brasileiras como terroristas

Analistas avaliam que medida adotada pelo governo Trump pode ampliar pressões sobre o Brasil e afetar a autonomia das decisões nacionais.

redação Por redação
30/05/2026 - 07:45
em Brasil
A A
Especialistas em relações internacionais e geopolítica analisam impactos da decisão dos EUA de classificar facções brasileiras como terroristas e alertam para possíveis consequências diplomáticas.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A decisão do governo dos Estados Unidos de incluir facções criminosas brasileiras na lista de organizações terroristas tem gerado preocupação entre especialistas em geopolítica, economia e relações internacionais. Para analistas ouvidos pela Agência Brasil, a medida pode representar mais do que uma estratégia de combate ao crime e abrir espaço para pressões políticas e diplomáticas sobre o Brasil.

Segundo os especialistas, a iniciativa está inserida em uma nova diretriz da política externa do presidente Donald Trump para a América Latina, marcada pela ampliação da influência norte-americana na região e pela defesa dos interesses estratégicos de Washington.

O professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Borba Casella, avalia que a classificação de grupos como organizações terroristas pode ampliar os poderes de atuação do governo norte-americano fora de seu território.

De acordo com o especialista, a legislação dos Estados Unidos permite ações contra integrantes de organizações enquadradas como terroristas sem a necessidade de declaração formal de guerra ou autorização prévia do Congresso norte-americano.

Leia Também

PF pede mais 90 dias para investigar pagamentos de filme sobre Bolsonaro

Brasil tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil

O cientista político e especialista em relações internacionais Francisco Carlos Teixeira da Silva interpreta a medida como parte de uma política que busca ampliar a influência dos Estados Unidos sobre os países latino-americanos.

Segundo ele, essa estratégia estaria relacionada ao conceito de “soberania limitada”, no qual decisões internas de países da região poderiam ser influenciadas ou condicionadas aos interesses norte-americanos.

O pesquisador destaca que a Estratégia Nacional de Segurança divulgada pelo governo Trump em 2025 reforça a intenção dos Estados Unidos de consolidar sua posição de liderança no continente.

Para Teixeira, a postura mais assertiva da Casa Branca também está ligada à crescente disputa geopolítica com a China, que vem ampliando sua presença econômica, tecnológica e comercial em diversos países da América Latina.

Entre os exemplos citados pelos especialistas está o México, onde cartéis do narcotráfico também foram classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Segundo Teixeira, após a adoção dessa classificação, agentes da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) teriam atuado em território mexicano sem autorização formal do governo local.

O episódio gerou desconforto diplomático após a morte de dois agentes em um acidente ocorrido neste ano, levando autoridades mexicanas a questionarem a presença da equipe no país.

O professor de Economia Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Carlos Prado, considera que a medida pode representar um instrumento de pressão política sobre o Brasil.

Na avaliação do economista, a classificação de grupos criminosos como terroristas pode ser utilizada para justificar ações de monitoramento ou acusações contra organizações e movimentos internos, ampliando a influência norte-americana sobre assuntos considerados de competência exclusiva do Estado brasileiro.

Prado também destaca que, historicamente, os Estados Unidos já utilizaram argumentos relacionados ao combate ao terrorismo para justificar intervenções e ações externas em diferentes regiões do mundo.

Os especialistas ressaltam que o combate ao crime organizado é uma prioridade para diversos países, mas alertam para a necessidade de preservar a soberania nacional e garantir que medidas internacionais respeitem a autonomia das instituições brasileiras.

O tema tem provocado debates entre autoridades, acadêmicos e representantes do governo, especialmente diante das possíveis implicações diplomáticas, econômicas e jurídicas decorrentes da decisão norte-americana.

Enquanto isso, o governo brasileiro mantém a posição de que o enfrentamento às facções criminosas deve ser conduzido pelas instituições nacionais, dentro dos limites estabelecidos pela Constituição e pela legislação brasileira.

Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.

Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram

Tags: #AméricaLatina#ComandoVermelho#CrimeOrganizado#DonaldTrump#EstadosUnidos#PCC#PoliticaInternacional#RelaçõesInternacionais#SegurançaPública#SoberaniaNacionalBrasilGeopolítica
EnviarCompartilhamentoTweetCompartilhamentoCompartilhamentoEnviar
Notícia anterior

Caminhos da Reportagem aborda acessibilidade e empreendedorismo no Brasil

Próxima notícia

Lula inaugura hospital oncológico interestadual em Sergipe e anuncia novos investimentos na saúde

redação

redação

Próxima notícia
Presidente Lula visita Hospital de Amor Interestadual de Lagarto, em Sergipe, e anuncia investimentos em oncologia, policlínica e ampliação de exames e cirurgias pelo SUS.

Lula inaugura hospital oncológico interestadual em Sergipe e anuncia novos investimentos na saúde

Festival 3i reúne especialistas internacionais para debater inteligência artificial, eleições de 2026, impacto social do jornalismo e desafios da mídia digital.

Festival 3i debate inteligência artificial, eleições de 2026 e futuro do jornalismo digital

Categorias

  • Brasil
  • Cidade
  • Concurso
  • Cultura
  • D+NEWS
  • Economia
  • Esporte
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades capixabas, do Brasil e do mundo.

Conheça o Giro Capixaba

E-mail: [email protected]

Giro Capixaba — Criação Web Tchê Digital
Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades e do mundo.
E-mail: [email protected]

Giro Capixaba - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist