O Instituto Nacional do Seguro Social registrou em março deste ano o maior número de concessões de benefícios da história da instituição em um único mês. Segundo dados apresentados na última terça-feira (26), durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, foram concedidos 890 mil benefícios no período.
Em abril, o instituto concedeu outros 743 mil benefícios, mantendo o ritmo elevado de análises e liberações. Os números representam o reconhecimento de direitos previdenciários e assistenciais aos segurados.
Além do aumento nas concessões, o INSS também reduziu o tempo médio para conclusão dos processos. De acordo com a presidente do instituto, Ana Cristina Silveira, o prazo médio caiu para 40 dias em abril. Em março, o tempo era de 51 dias e, em fevereiro, 59 dias.
“Estamos concedendo mais e mais rápido. Isso é resultado do nosso trabalho e das medidas adotadas pela gestão”, afirmou a presidente.
Fila do INSS apresenta queda
Segundo dados parciais divulgados pelo INSS, o número de pessoas aguardando resposta do instituto caiu 8,8% em maio na comparação com abril.
Atualmente, cerca de 2,3 milhões de requerimentos permanecem na fila. Desse total:
- 20% dependem de ações dos próprios segurados, como envio de documentos pendentes
- 24% aguardam análise da perícia médica
- 8% correspondem a benefícios assistenciais e especiais
- 48% dependem exclusivamente da análise do INSS
Entre as medidas adotadas para acelerar os atendimentos, Ana Cristina destacou o fortalecimento do Programa de Gerenciamento de Benefícios, que prevê pagamento de bônus a servidores que ultrapassarem metas ordinárias de trabalho.
O instituto também ampliou mutirões, aumentou a oferta de vagas para avaliação social inicial e criou grupos especializados para análise de processos considerados mais complexos e sensíveis.
Fila da perícia médica cai 44%
O secretário do Regime Geral de Previdência Social, Benedito Brunca, também apresentou dados sobre a redução da fila da Perícia Médica Federal.
Segundo ele, o número de pedidos pendentes caiu de 1,1 milhão em janeiro para 615 mil em maio, uma redução de 44%. Esta é a quarta queda consecutiva registrada ao longo de 2026.
O tempo médio entre o agendamento e a realização da perícia também apresentou melhora, passando de 40 dias em abril para 30 dias em maio.
Entre os estados com menor tempo de espera estão:
- Mato Grosso do Sul — 16 dias
- São Paulo — 23 dias
- Rio de Janeiro — 29 dias
No Ceará, o prazo caiu de 60 para 31 dias em apenas um mês. Já o Tocantins apresentou o maior tempo médio de espera do país, com 62 dias.
Segundo Benedito Brunca, a redução das filas é resultado da ampliação do Atestmed — sistema que permite análise documental sem perícia presencial —, do uso da telemedicina por meio da perícia conectada e da realização de mutirões em diversas regiões do país.
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