Os preços da maçã continuam em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. É o que aponta o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento.
Segundo o levantamento, a fruta apresentou redução de 8,06% na média ponderada de preços no atacado durante o mês de abril. O principal fator para a queda foi o aumento da oferta da variedade fuji, impulsionado pelo avanço da colheita nas regiões produtoras.
Em Goiás, por exemplo, os preços chegaram a ficar até 35% mais baixos. Já a laranja também manteve trajetória de queda, com redução média de 0,98%. As maiores baixas foram registradas em Pernambuco (-6,79%) e Paraná (-5,73%).
Outro produto que apresentou recuo foi a alface, com queda média de 5,94% nos preços praticados nas Ceasas. O Rio de Janeiro (-19,11%) e São Paulo (-18,32%), principal estado produtor, lideraram as reduções. Segundo a Conab, temperaturas mais amenas favoreceram a qualidade e a produtividade da hortaliça.
Por outro lado, algumas frutas registraram alta. A melancia foi o destaque, com aumento médio de 24,36% nos preços. A elevação foi puxada pela menor oferta do produto no mercado. Nas Ceasas de Recife e Goiânia, os aumentos chegaram a 45% e 44%, respectivamente.
O mamão teve leve crescimento de 0,56%, influenciado pela menor disponibilidade da variedade papaya. Já a banana apresentou alta de 1,97%, reflexo do aquecimento da demanda e da melhora no escoamento da produção mineira.
Hortaliças pressionam inflação
Entre as hortaliças, quase todos os produtos analisados tiveram aumento nos preços, com exceção da alface. A cenoura liderou as altas, acumulando valorização média de 48,58% nas Ceasas monitoradas.
Os maiores aumentos ocorreram em Belo Horizonte (59,62%) e Vitória (59,30%). A pressão da demanda sobre Minas Gerais, principal fornecedor nacional, contribuiu para a elevação dos preços.
A cebola também apresentou alta em todas as Ceasas avaliadas, com crescimento médio de 23,03%. Apesar da valorização, o índice foi menor do que o registrado no mês anterior. A expectativa da Conab é de aumento da oferta nos próximos meses, especialmente com a produção de Santa Catarina, que registrou safra 13,1% superior à anterior.
Batata e tomate seguem em valorização
O boletim mostra ainda que a batata e o tomate seguem em trajetória de alta. Ambos tiveram aumento superior a 12% na média ponderada dos preços em abril.
No caso da batata, os maiores reajustes foram observados nas Ceasas de Curitiba (25,77%) e Goiânia (25,12%). A transição de safra e a menor oferta do Paraná ajudaram a pressionar o mercado.
Já o tomate mantém valorização desde dezembro. No Ceará, os preços ficaram até 23,66% mais altos. A menor disponibilidade do produto e a transição da safra de verão para a de inverno influenciaram o cenário.
Exportações brasileiras crescem
O levantamento também aponta crescimento nas exportações brasileiras de frutas e hortaliças. No primeiro quadrimestre de 2026, o volume exportado avançou 12% em relação ao mesmo período do ano passado, com faturamento de US$ 532,3 milhões.
Somente em abril, o Brasil exportou 456 mil toneladas de produtos, principalmente para países da Europa, Ásia e Estados Unidos. Entre os destaques estão maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana.
De acordo com a Conab, o boletim Prohort reúne informações sobre preços e comercialização dos produtos com maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), servindo como referência para acompanhar o comportamento do mercado hortigranjeiro brasileiro.
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