A segunda edição do curso de aperfeiçoamento “Educação Midiática para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos e Diversidades” consolidou-se como uma das principais iniciativas de formação continuada do país voltadas à educação crítica, inclusiva e democrática.
Promovida pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e a Universidade de Brasília (UnB), a formação registrou crescimento expressivo no número de participantes e ampliou sua presença em todo o território nacional.
Ao todo, 14.169 pessoas manifestaram interesse no curso, um aumento de 41,24% em comparação à edição anterior. Entre os inscritos estavam professores da educação básica, gestores escolares, profissionais da assistência social e da saúde, jornalistas, pesquisadores e conselheiros municipais.
O programa contabilizou 7.778 matrículas validadas e 6.528 participantes aprovados, atingindo índice de conclusão de 83,9%. A evasão ficou em apenas 5,3%, representando redução de 65,5% em relação à primeira edição da iniciativa.
Formação chega a mais de 1,6 mil municípios
A formação ampliou significativamente sua abrangência nacional, alcançando 1.604 municípios brasileiros. A maioria dos concluintes atua na educação básica, com professores representando 63,7% do total de participantes certificados.
Também participaram coordenadores pedagógicos, gestores escolares, técnicos das secretarias de educação, profissionais da saúde, assistência social e outros agentes públicos ligados às políticas educacionais e sociais.
Conteúdo aborda desafios contemporâneos da educação
Com carga horária de 225 horas, o curso foi organizado em seis unidades temáticas e uma etapa de ambientação na plataforma Moodle. Os conteúdos abordaram educação em direitos humanos, educação midiática, diversidade sexual e de gênero, proteção de crianças e adolescentes, racismo ambiental, aporofobia e combate à desinformação.
A proposta foi fortalecer a capacidade crítica dos participantes diante do atual cenário comunicacional, incentivando reflexões sobre o papel da mídia na promoção dos direitos humanos e na construção de ambientes escolares mais inclusivos e democráticos.
Entre os temas trabalhados estiveram alfabetização midiática e informacional, cultura participativa, educomunicação, violência nas redes sociais, consumo midiático, enfrentamento a estereótipos e estratégias pedagógicas de combate à desinformação.
As atividades incluíram videoaulas, fóruns de discussão, estudos de caso, leituras complementares, questionários avaliativos e debates sobre temas atuais, promovendo uma formação interdisciplinar alinhada aos desafios da educação brasileira.
Produção científica reúne experiências de todo o país
O encerramento da formação foi marcado pela apresentação de 189 trabalhos científicos, entre artigos, relatos de experiência, cartas pedagógicas e resumos expandidos. As produções integraram o II Encontro Nacional de Educação em Direitos Humanos e Diversidades com Profissionais da Educação Básica, que reuniu mais de 1.500 inscritos de diferentes regiões do país.
Os trabalhos abordaram experiências relacionadas à educação midiática, direitos humanos e valorização das diversidades em diferentes etapas da educação básica e profissional. As produções foram organizadas em quatro eixos temáticos voltados à Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Nova edição já está prevista para 2026
Dando continuidade ao projeto, a Universidade Federal de Uberlândia prepara uma nova edição da formação para 2026. O curso “Educação em Direitos Humanos, Diversidades e Educação Midiática: Práticas com a Escola” será realizado em parceria com o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), além do MEC, Secom/PR e UnB.
As informações sobre inscrições serão divulgadas nos canais oficiais do projeto e pelo Centro de Educação a Distância da UFU.
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