O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta quinta-feira (14), na Bahia, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), que retomou suas operações em janeiro de 2026 após anos de paralisação. Durante o evento, Lula destacou a importância estratégica da produção nacional de fertilizantes para garantir segurança alimentar, fortalecer o agronegócio brasileiro e reduzir a dependência externa do setor.
Segundo o presidente, o Brasil precisa ampliar sua capacidade interna de produção de fertilizantes, já que atualmente importa cerca de 90% dos insumos utilizados pela agricultura nacional. Lula afirmou que, sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o país deve buscar autossuficiência para atender às demandas do agronegócio e assegurar maior estabilidade ao setor.
Com investimentos de aproximadamente R$ 100 milhões, a Fafen-BA possui capacidade para produzir diariamente 1.300 toneladas de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional. A reativação da unidade integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, que reúne investimentos estimados em R$ 5,9 bilhões.
A retomada da fábrica também deve impulsionar a geração de empregos na região. A expectativa é de criação de 900 postos de trabalho diretos e cerca de 2.700 indiretos, além do fortalecimento da cadeia produtiva ligada ao setor químico e agrícola.
Magda afirmou que a estratégia da Petrobras inclui expandir a produção nacional de gás e fortalecer setores considerados essenciais para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar do país.
A Fafen-BA havia sido colocada em hibernação pela Petrobras em 2019, durante o plano de desinvestimentos da estatal. Com a retomada das operações, o governo busca recuperar a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados e diminuir a dependência de importações. Antes da reativação das unidades do Nordeste, toda a ureia consumida no Brasil era adquirida no mercado internacional.
De acordo com o governo federal, o fortalecimento da produção nacional também traz impactos positivos para o meio ambiente e para a economia, ao reduzir custos logísticos, diminuir emissões ligadas ao transporte internacional e incentivar o desenvolvimento tecnológico e industrial no país.
Durante o evento, Lula ressaltou que a produção interna pode ter custos superiores aos da importação, mas destacou os benefícios econômicos e sociais gerados pela industrialização nacional, como geração de empregos qualificados, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento da economia brasileira.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que a retomada da Fafen representa um novo momento para o agronegócio brasileiro. Segundo ele, a reativação das plantas industriais permitirá recuperar cerca de 35% da capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados nos próximos anos.
Atualmente, com a operação da Fafen-BA, da Fafen Sergipe e da Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), a Petrobras estima alcançar aproximadamente 20% do mercado interno de ureia. A expectativa é ampliar esse percentual para cerca de 35% com a futura entrada em operação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
Além dos anúncios ligados ao setor industrial, o evento também marcou investimentos da Petrobras em projetos culturais e socioambientais na Bahia. Entre as iniciativas anunciadas estão projetos voltados para catadores de materiais recicláveis e ações culturais ligadas ao Ilê Aiyê e ao Bando de Teatro Olodum, totalizando R$ 7 milhões em investimentos.
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