O mês de maio é dedicado à conscientização sobre a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta entre 2% e 3% da população brasileira e provoca dores intensas e generalizadas, além de fadiga, distúrbios do sono, ansiedade e dificuldades cognitivas.
Celebrado em 12 de maio, o Dia Mundial da Fibromialgia busca ampliar o conhecimento sobre a condição e combater o preconceito enfrentado por milhares de pacientes, muitos dos quais convivem por anos sem um diagnóstico adequado.
A doença é mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos, embora também possa atingir homens, jovens e idosos.
Nova lei amplia direitos dos pacientes
Uma mudança recente na legislação brasileira passou a reconhecer pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência (PcD), desde que seja comprovado, por avaliação médica e multiprofissional, que a condição compromete significativamente a participação plena e efetiva na sociedade.
Na prática, isso pode garantir benefícios como:
- Atendimento prioritário;
- Uso de filas preferenciais;
- Acesso facilitado a serviços públicos;
- Adaptação da jornada de trabalho;
- Possibilidade de auxílio por incapacidade temporária;
- Participação em políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.
Especialistas destacam que a medida representa um avanço importante no combate ao estigma, já que a fibromialgia não aparece em exames laboratoriais e, muitas vezes, é erroneamente tratada como um problema psicológico.
Dor intensa e sintomas que afetam a qualidade de vida
A fibromialgia é caracterizada por dor difusa em músculos, tendões e ligamentos, acompanhada de sensibilidade ao toque, fadiga crônica, insônia e alterações emocionais.
Segundo o reumatologista Alexandre Mocaiber, a doença está entre as condições reumatológicas mais frequentes no país.
Entre os principais sintomas estão:
- Dor no corpo inteiro;
- Sensação de inchaço sem alterações físicas aparentes;
- Cansaço extremo;
- Distúrbios do sono;
- Depressão e ansiedade;
- Esquecimentos e lapsos de memória.
Diagnóstico é clínico e exige atenção especializada
O diagnóstico da fibromialgia é feito com base na avaliação médica, já que exames laboratoriais costumam apresentar resultados normais.
Sinais como febre, perda de peso, vermelhidão e inchaço nas articulações podem indicar outras doenças e precisam ser investigados.
As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas fatores genéticos, traumas físicos e emocionais, infecções e doenças autoimunes estão entre os possíveis gatilhos.
Tratamento multidisciplinar
Embora não exista cura, o tratamento pode proporcionar melhora significativa na qualidade de vida.
A abordagem costuma incluir:
- Atividade física regular;
- Fisioterapia;
- Terapia psicológica;
- Controle do sono;
- Medicamentos antidepressivos e analgésicos;
- Mudanças no estilo de vida.
O acompanhamento contínuo com um reumatologista é considerado fundamental para o controle dos sintomas.
Aposentadoria e benefícios do INSS
Em casos graves, quando a doença compromete de forma significativa a capacidade laboral, o paciente pode ter direito a benefícios previdenciários, como auxílio-doença ou aposentadoria por incapacidade permanente.
Para isso, é necessário apresentar laudos médicos detalhados e passar por perícia do Instituto Nacional do Seguro Social.
Relatos reforçam a importância da conscientização
Pacientes descrevem crises de dor tão intensas que, em alguns momentos, nem os medicamentos conseguem proporcionar alívio imediato. A realidade de quem convive com a fibromialgia evidencia a necessidade de diagnóstico precoce, acolhimento e acesso a tratamento especializado.
*Da Agência Fonte Exclusiva.




