O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e reuniu representantes de associações de familiares de vítimas da pandemia.
A data escolhida para a homenagem é 12 de março, em referência à morte da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima oficial da covid-19 no país, em São Paulo.
O projeto de lei havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.
Durante a cerimônia, familiares de vítimas cobraram responsabilização de pessoas e profissionais que disseminaram desinformação sobre vacinas e tratamentos sem eficácia comprovada durante a pandemia, que provocou mais de 716 mil mortes no Brasil.
Em discurso, Lula criticou a condução da crise sanitária pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e mencionou a disseminação de informações falsas durante o período.
“Temos que dizer em alto e bom som a quantidade de médicos que receitavam cloroquina e a quantidade de gente que dizia que a vacina fazia as pessoas virarem gays, virarem jacaré, que fazia todo o mal a crianças. Se a gente não der o nome, as pessoas não serão conhecidas”, afirmou o presidente.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a maioria dos brasileiros perdeu familiares ou conhece vítimas da doença e afirmou que a nova data servirá como momento permanente de reflexão sobre futuras emergências sanitárias.
“O presidente sanciona esse projeto, sanção integral do projeto, para que fique marcado, e todo ano a gente possa discutir o que é necessário para enfrentar futuras pandemias”, declarou.
Memorial da Pandemia
No mês passado, o Ministério da Saúde inaugurou o Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, em homenagem às vítimas da covid-19.
O espaço funciona no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde, reaberto após quase quatro anos de obras e investimento de aproximadamente R$ 15 milhões.
Vacinação
Segundo Alexandre Padilha, os índices de vacinação infantil no Brasil apresentaram recuperação nos últimos anos.
De acordo com o ministro, ao final de 2025 o país registrou a melhor cobertura vacinal dos últimos nove anos. Ele afirmou que, em 2023, diversas vacinas infantis estavam com cobertura abaixo de 80%, enquanto atualmente os índices superam 90%.
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