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Preço do diesel acumula queda de 4,5% em cinco semanas, aponta ANP

Combustível ainda permanece quase 19% acima do valor registrado antes do conflito no Irã.

redação Por redação
11/05/2026 - 21:00
em Economia
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Preço do diesel cai 4,5% em cinco semanas no Brasil, mas combustível ainda está quase 19% acima do período pré-guerra no Irã.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço médio do óleo diesel voltou a cair no Brasil e registrou o quarto recuo em um intervalo de cinco semanas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. No período, o diesel acumula redução de 4,5%, embora ainda permaneça 18,9% mais caro em comparação ao período anterior ao início da guerra no Irã.

De acordo com o levantamento da ANP, o litro do diesel S10 foi vendido, em média, a R$ 7,24 na semana entre os dias 3 e 9 de maio.

O comportamento do diesel é acompanhado de perto pelo governo e pelo setor produtivo por causa do impacto direto sobre o custo do frete e, consequentemente, nos preços dos alimentos e demais produtos transportados por caminhões.

Nas últimas cinco semanas, a trajetória do preço médio do diesel S10 foi a seguinte:

  • 28/03: R$ 7,57
  • 04/04: R$ 7,58
  • 11/04: R$ 7,58
  • 18/04: R$ 7,51
  • 25/04: R$ 7,38
  • 02/05: R$ 7,28
  • 09/05: R$ 7,24

Impacto da guerra no Irã

Apesar da queda recente, os preços ainda refletem os efeitos da escalada internacional causada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

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Na semana encerrada em 28 de fevereiro, data do primeiro ataque, o diesel era vendido a R$ 6,09 por litro, em média. Desde então, o combustível atingiu pico de R$ 7,58 na semana encerrada em 11 de abril.

O diesel S500 também apresentou recuo nas últimas semanas, passando de R$ 7,45 para R$ 7,05 por litro, queda de 5,37%. Mesmo assim, o combustível ainda acumula alta de 17% em relação ao período anterior ao conflito.

A diferença entre os dois tipos está na quantidade de enxofre emitida. O diesel S500 libera 50 vezes mais enxofre do que o S10. Segundo a ANP, o S10 responde por cerca de 70% do consumo nacional e abastece veículos fabricados a partir de 2012.

O conflito no Oriente Médio provocou impactos no fornecimento global de petróleo, incluindo ataques em países vizinhos produtores e o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural antes da guerra.

Com a redução da oferta e problemas logísticos, o barril do petróleo tipo Brent ultrapassou os US$ 100, chegando a picos próximos de US$ 120. Nesta segunda-feira (11), o barril era negociado na faixa de US$ 104.

Como o petróleo é uma commodity internacional, a alta acabou impactando também o mercado brasileiro. No caso do diesel, o país ainda depende da importação de aproximadamente 30% do combustível consumido internamente.

Subvenção e desoneração

A queda recente coincide com o início da política de subvenção adotada pelo governo federal para produtores e importadores de diesel.

Desde 1º de abril, o governo passou a conceder subsídios de até R$ 1,12 por litro para o diesel nacional e até R$ 1,52 por litro para o produto importado, desde que o desconto seja repassado ao consumidor final.

Outra medida adotada foi a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível.

Segundo o pesquisador Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra, a combinação entre atuação da Petrobras, desoneração tributária e subsídios ajudou a reduzir a pressão sobre os preços.

“O forte peso da Petrobras no mercado foi essencial para conter o repasse dessa alta aos postos”, avaliou o pesquisador.

Segundo a ANP, a participação da estatal no fornecimento de diesel entre 2023 e 2025 variou entre 75,74% e 78,23%.

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Tags: #MercadoDeCombustíveis#PreçoDoDieselANPCombustíveisDieselEconomiaInflaçãoIrãPetrobrasPetróleo
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