O Brasil alcançou, em 2025, o maior percentual de pessoas com algum tipo de rendimento desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (8), 143 milhões de brasileiros acima de 14 anos receberam renda ao longo do ano, o equivalente a 82% da população nessa faixa etária.
Ao todo, o país possui 174,7 milhões de pessoas acima de 14 anos. Dentro desse universo, cerca de 101 milhões receberam renda proveniente do trabalho, o que representa 58% da população em idade de trabalhar. Outros 17% tiveram rendimentos oriundos de aposentadorias e pensões, enquanto 11% receberam benefícios de programas sociais do governo.
Os números fazem parte dos resultados mais recentes da PNAD Contínua referentes ao ano de 2025. Na apresentação oficial, o IBGE utilizou como base a população total do Brasil, estimada em 212 milhões de habitantes, incluindo pessoas fora da idade ativa. No entanto, os percentuais destacados consideram apenas a população acima de 14 anos, sobre a qual existe expectativa de obtenção de renda.
O instituto destacou ainda que aposentadorias e pensões, embora classificadas como programas sociais, estão diretamente ligadas à trajetória laboral dos beneficiários e podem ser consideradas uma forma de rendimento do trabalho ao longo da vida.
Rendimento médio bate recorde histórico
O rendimento médio mensal real de todas as fontes chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor já registrado pela PNAD Contínua desde o início da série, em 2012. O resultado representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de alta nos rendimentos da população brasileira.
Na comparação com o período anterior à pandemia, o avanço também chama atenção. O rendimento médio ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao observado em 2012.
Após as perdas econômicas verificadas durante os anos mais críticos da pandemia de COVID-19, especialmente entre 2020 e 2021, a recuperação iniciada em 2022 manteve trajetória de crescimento contínuo até 2025.
Entre as categorias de rendimento consideradas “outras fontes”, aposentadorias e pensões continuaram apresentando o maior valor médio, atingindo R$ 2.697 em 2025, praticamente estável em relação ao ano anterior.
Já os rendimentos provenientes de programas sociais do governo — incluindo benefícios federais, estaduais e municipais — registraram média de R$ 870 mensais em 2025, valor semelhante ao observado em 2024. Em comparação com 2019, quando a média era de R$ 508, houve crescimento acumulado de 71,3%.
Renda domiciliar per capita também cresce
Outro indicador que alcançou recorde histórico foi o rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que atingiu R$ 2.264 em 2025. O valor representa aumento de 6,9% frente a 2024 e crescimento acumulado de 18,9% na comparação com 2019.
Segundo o levantamento, os rendimentos do trabalho responderam por 75,1% da composição da renda domiciliar per capita no país. Os outros 24,9% vieram de diferentes fontes, principalmente aposentadorias e pensões, que corresponderam a 16,4% do total.
Também integraram essa composição os programas sociais do governo (3,5%), aluguel e arrendamento (2,1%), pensão alimentícia, doações e mesadas (0,9%), além de outros rendimentos diversos (2,0%).
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