O Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da malária. Em 2025, o país registrou o menor número de casos desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos registros causados pelo parasita Plasmodium falciparum, forma mais grave da doença, além de diminuição de 28% nos óbitos.
Os resultados ganham ainda mais relevância no Dia Mundial de Luta contra a Malária, instituído pela Organização Mundial da Saúde em 2007. A data reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, além de reconhecer o trabalho de profissionais de saúde e comunidades.
Como forma de valorizar avanços locais, o Ministério da Saúde entregou, durante a ExpoEpi, os Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária a municípios de Rondônia, incluindo Porto Velho, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari.
Outra medida importante foi a ampliação do acesso ao diagnóstico por testes rápidos, principalmente em áreas remotas. O país também avançou na oferta da tafenoquina, utilizada no tratamento da malária por Plasmodium vivax. Desde março de 2026, a versão pediátrica do medicamento passou a ser disponibilizada, com prioridade para populações indígenas.
De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, o país segue mobilizado para ampliar o acesso aos serviços e fortalecer as ações nas áreas mais vulneráveis.
Transmissão e sintomas
A malária é causada por parasitos do gênero Plasmodium e transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Não há transmissão direta entre pessoas.
A maior parte dos casos no Brasil está concentrada na região amazônica, que abrange estados como Amazonas, Pará e Rondônia.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, dor de cabeça e dores no corpo. Em casos graves, podem ocorrer convulsões, dificuldade respiratória e alterações de consciência, especialmente em gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez.
Tratamento e prevenção
A doença tem cura, e o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde. Após o diagnóstico, o paciente recebe medicação específica, sendo que casos mais graves exigem internação hospitalar.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é essencial para interromper a transmissão e evitar complicações.
Entre as principais medidas de prevenção estão o uso de mosquiteiros, repelentes, roupas que cubram o corpo e instalação de telas em portas e janelas. Já no âmbito coletivo, ações como borrifação de inseticidas, saneamento básico e eliminação de criadouros são fundamentais para reduzir a incidência da doença.
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