O Ministério da Saúde enviou, nesta semana, mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. Com a nova remessa, o total distribuído pela pasta em 2026 chega a 6,3 milhões de doses, assegurando abastecimento em todas as regiões do país.
Segundo a pasta, os imunizantes ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão atualizados para as cepas em circulação e seguem sendo fundamentais para prevenir casos graves, internações e mortes. A prioridade continua sendo a proteção dos grupos mais vulneráveis.
De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, o Brasil mantém estoque suficiente para atender à demanda. A distribuição até as unidades de saúde e a aplicação das doses são organizadas por estados e municípios, que também gerenciam os estoques e prazos de validade.
O envio das vacinas ocorre de forma automática, com base em critérios como o tamanho da população-alvo e o número de doses já aplicadas. Caso haja necessidade, estados podem solicitar quantitativos adicionais ao Ministério da Saúde.
Entre janeiro e março deste ano, já haviam sido distribuídas 4,1 milhões de doses, com cerca de 2 milhões aplicadas. A nova remessa reforça a estratégia nacional de ampliar a cobertura vacinal, garantindo doses para crianças e adultos.
A distribuição é feita diretamente às secretarias estaduais de saúde, que ficam responsáveis pela logística até os municípios.
A vacinação contra a Covid-19 segue orientações atualizadas, com foco em grupos prioritários:
- Idosos a partir de 60 anos: duas doses com intervalo de seis meses;
- Gestantes: uma dose a cada gestação, respeitando intervalo mínimo de seis meses da última aplicação;
- Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: esquema de duas ou três doses, conforme o imunizante;
- Pessoas imunocomprometidas: três doses iniciais e reforços periódicos a cada seis meses;
- População geral de 5 a 59 anos: uma dose para quem ainda não foi vacinado.
Também fazem parte do público prioritário trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
A recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção atualizada.
Cenário da doença
A Covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, continua sendo uma infecção respiratória com risco de agravamento, principalmente entre os mais vulneráveis. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados mais de 62 mil casos de síndrome gripal relacionados à doença.
No mesmo período, foram notificados mais de 30 mil casos de síndrome respiratória aguda grave, sendo cerca de 4,7% associados à Covid-19, com registro de 188 mortes.
Diante desse cenário, a vacinação segue como a principal estratégia de proteção coletiva. As vacinas disponíveis no SUS são seguras e eficazes, reforçando a importância de manter o esquema vacinal em dia.
Compartilhe este reportagem do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





