Os Estados Unidos utilizaram, pela primeira vez em combate, o míssil de curto alcance conhecido como Precision Strike Missile (PrSM) durante ataques realizados no Irã, segundo análise baseada em imagens, vídeos e avaliações de especialistas em armamentos.
A ofensiva ocorreu em 28 de fevereiro, no início da operação militar conduzida pelos EUA em conjunto com Israel. De acordo com apuração publicada pelo jornal The New York Times e confirmada por fontes militares sob anonimato, o armamento foi empregado em um ataque que atingiu um complexo esportivo e uma escola primária no sul do país.
Autoridades locais relataram que pelo menos 21 civis morreram na cidade de Lamerd após a explosão. O local atingido ficava próximo a uma instalação ligada à Guarda Revolucionária iraniana, o que levanta a hipótese de que o alvo original fosse militar.
O PrSM é um míssil balístico de nova geração, desenvolvido para substituir sistemas anteriores do Exército dos Estados Unidos. Ele é projetado para detonar acima do alvo e liberar fragmentos metálicos — geralmente de tungstênio — capazes de atingir uma ampla área com alto poder destrutivo.
No mesmo dia, outro ataque envolvendo um míssil de cruzeiro Tomahawk atingiu uma escola na cidade de Minab, também no sul do Irã. O episódio resultou em pelo menos 175 mortes, a maioria de estudantes, segundo investigações independentes e análises de imagens verificadas.
Relatórios preliminares indicam que o ataque pode ter ocorrido devido a falhas de inteligência ou erro na identificação do alvo, já que a escola estava localizada próxima a uma instalação militar, o que pode ter influenciado o direcionamento do bombardeio.
Dias após os ataques, o comando militar dos EUA confirmou que o sistema PrSM havia sido utilizado em combate pela primeira vez, destacando o marco tecnológico, mas sem detalhar os alvos específicos atingidos.
O episódio gerou forte repercussão internacional e levantou questionamentos sobre o uso de armamentos recém-desenvolvidos em zonas com presença civil, além de possíveis violações do direito internacional humanitário.
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã segue em escalada, com ataques intensos, alto número de vítimas e crescente pressão internacional por investigações e responsabilização.
*Da Agência Fonte Exclusiva





