Os preços do petróleo registraram forte alta na manhã desta quinta-feira (2), impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O barril do tipo Brent, referência global de preços, atingiu cerca de US$ 108, com avanço próximo de US$ 8 em relação ao dia anterior. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), principal referência no mercado norte-americano, subiu cerca de US$ 10, chegando a US$ 111 por barril — a maior alta absoluta desde 2020.
A disparada ocorreu após um pronunciamento de Trump na noite de quarta-feira (1º), no qual o presidente adotou um tom agressivo ao comentar o conflito com o Irã. “Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra”, afirmou.
Durante o discurso, o presidente também declarou, sem apresentar evidências, que forças militares iranianas teriam sido “destruídas e esmagadas”. As afirmações seguem o padrão de declarações recentes feitas pelo governo norte-americano sobre o andamento da guerra.
Guerra pressiona mercado global
O conflito teve início em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e já soma mais de um mês de duração. A escalada militar tem impacto direto no mercado internacional de energia, devido à relevância estratégica da região.
Um dos pontos mais sensíveis é o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo produzido no mundo. Qualquer ameaça à segurança dessa rota eleva o risco de interrupções no fornecimento, pressionando os preços.
Antes do início do conflito, o barril de petróleo era negociado próximo de US$ 70. Na quarta-feira (1º), já havia ultrapassado os US$ 101, chegando agora a novos patamares com a intensificação das tensões.
Impactos e incertezas
A volatilidade no mercado de petróleo reflete o temor de investidores em relação à continuidade do conflito e possíveis impactos na oferta global. A combinação de riscos geopolíticos, ameaças a rotas estratégicas e incertezas sobre negociações diplomáticas mantém o cenário instável.
Com a promessa de novos ataques nas próximas semanas, a tendência é que o mercado continue sensível a qualquer novo desdobramento, com reflexos diretos nos preços dos combustíveis e na economia global.
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