O custo de produtos essenciais voltou a pesar no bolso dos consumidores em Vitória. Levantamento realizado pelo Procon Vitória ao longo do mês de março aponta aumento expressivo nos preços de itens básicos da alimentação, com destaque para ovos, frutas e hortaliças.
Entre os produtos que mais subiram, os ovos chamam atenção. O preço saltou de R$ 9,90 em janeiro para R$ 16,90 em março, uma alta de aproximadamente 70% em poucos meses, refletindo a pressão sobre itens de consumo diário.
No setor de hortifrutigranjeiros, a variação de preços também foi significativa. A banana-prata apresentou oscilação de 167%, sendo encontrada entre R$ 2,99 e R$ 7,99. A laranja-pera seguiu a mesma tendência, com preços entre R$ 2,99 e R$ 7,98. Já o tomate rasteiro variou 134%, com valores que vão de R$ 5,99 a R$ 13,99, evidenciando forte instabilidade nesses produtos.
Apesar da alta em alimentos frescos, alguns itens tradicionais da cesta básica ajudaram a amenizar o impacto geral. Produtos como arroz e feijão continuam contribuindo para o equilíbrio do orçamento, mesmo diante da volatilidade de outros alimentos.
Ainda assim, o levantamento mostra que o conjunto de 65 itens considerados de primeira necessidade comprometeu 43,51% do salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621,00. Em valores absolutos, isso representa um gasto médio de R$ 705,37 apenas com itens básicos.
Para o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, o acompanhamento contínuo dos preços é uma ferramenta essencial para orientar o consumidor. Segundo ele, a pesquisa permite decisões de compra mais conscientes e também subsidia políticas públicas voltadas ao equilíbrio nas relações de consumo.
O gerente do Procon Vitória, Breno Panetto, reforça que a diferença de preços entre estabelecimentos pode ser determinante no orçamento familiar. De acordo com ele, a comparação antes da compra pode gerar economia relevante, especialmente em produtos de consumo frequente.
Na análise de longo prazo, alguns itens apresentaram queda de preços desde 2025. O arroz, por exemplo, passou de R$ 23,98 para R$ 14,89 em março de 2026. O azeite de oliva também registrou redução, caindo de R$ 48,90 para R$ 29,90 no mesmo período.
Segundo o Procon, esse movimento contribui para preservar o poder de compra da população, embora alimentos como proteínas e hortifrutigranjeiros continuem exigindo atenção devido às oscilações constantes.
Entre as principais variações registradas em março de 2026, destacam-se:
- banana-prata: alta de 167% (R$ 2,99 a R$ 7,99)
- laranja-pera: alta de 167% (R$ 2,99 a R$ 7,98)
- ovos: aumento de 70% entre janeiro e março
- creme dental: alta de 60% na comparação anual
- sabão em pó (1,6 kg): queda de 17% no período entre janeiro e março
O cenário reforça a importância de pesquisa de preços e planejamento financeiro, especialmente em um contexto de variações frequentes nos alimentos básicos.
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