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Lula critica alta do diesel e diz que preço não se justifica mesmo com subsídios

Presidente afirma que aumentos de gasolina e etanol não têm relação com conflito no Oriente Médio e cobra fiscalização contra abusos.

redação Por redação
26/03/2026 - 17:40
em Economia
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Lula afirma que alta do diesel não se justifica apesar de subsídios do governo e diz que aumentos de gasolina e etanol não têm relação com guerra no Oriente Médio.

Imagem:Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não há justificativa para o aumento no preço do óleo diesel no país, mesmo diante da recente alta do petróleo no mercado internacional. Segundo ele, o impacto já estaria sendo compensado por subsídios adotados pelo governo federal.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), que retomou suas atividades por meio de uma parceria com a fabricante chinesa Changan.

Lula também afirmou que os aumentos registrados nos preços da gasolina e do etanol não têm relação com o conflito no Oriente Médio. Segundo ele, há indícios de práticas abusivas em postos de combustíveis.

“Estamos com a Polícia Federal e os Procons nas ruas para identificar quem está tirando proveito da situação e prejudicando a população e os caminhoneiros”, disse.

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Críticas à guerra e impacto nos preços

Durante o discurso, o presidente voltou a criticar ações militares envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Para Lula, não é aceitável que os efeitos do conflito sejam repassados ao consumidor brasileiro.

Ele destacou que o governo tem adotado medidas para evitar que o impacto internacional chegue aos preços de itens básicos.

“Não vamos permitir que uma guerra a milhares de quilômetros afete o preço dos alimentos consumidos pela população brasileira”, afirmou.

Segundo o presidente, mesmo com a criação de subsídios e a atuação da Petrobras, ainda há reajustes indevidos sendo praticados no país.

O comportamento dos preços dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo como diesel, gasolina e gás, tem sido acompanhado de perto por autoridades e pelo setor produtivo em razão das tensões internacionais envolvendo o Irã.

No Brasil, o governo federal adotou medidas para conter a alta, incluindo a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel.

O diesel é o combustível mais sensível às oscilações externas, principalmente porque cerca de 30% do produto consumido no país é importado. Esse cenário aumenta a vulnerabilidade do mercado interno às variações no preço do petróleo no exterior.

Fiscalização e alerta ao consumidor

Diante desse cenário, o governo reforçou a fiscalização para coibir aumentos considerados injustificados. A orientação é que consumidores denunciem práticas abusivas aos órgãos de defesa do consumidor.

A movimentação busca proteger principalmente setores que dependem diretamente do diesel, como o transporte de cargas e o transporte público.

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Tags: #Etanol#OrienteMédioCombustíveisDieselEconomiafiscalizaçãoGasolinaInflaçãoLulaPetrobras
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