A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. O grupo é investigado por movimentar mais de R$ 500 milhões, além de atuar em crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
As investigações tiveram início em 2024, após a identificação de indícios de irregularidades em operações financeiras. De acordo com a PF, a quadrilha aliciava funcionários da Caixa e de outras empresas para viabilizar a movimentação de valores e ocultar recursos de origem ilícita.
Segundo as apurações, funcionários das instituições envolvidas inseriam dados falsos nos sistemas bancários, permitindo a realização de saques e transferências indevidas.
A estrutura do esquema envolvia tanto operadores internos quanto empresas utilizadas para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.
Medidas judiciais
Por determinação da Justiça Federal, foram autorizadas diversas medidas cautelares, incluindo o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros dos investigados, até o limite de R$ 47 milhões.
Também foi determinada a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas ligadas ao esquema.
Mandados em três estados
Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo.
As diligências ocorrem em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
A operação segue em andamento e busca aprofundar as investigações sobre a atuação da organização criminosa e identificar outros possíveis envolvidos.
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