O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora da função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14) pelo Hospital DF Star.
De acordo com o comunicado, Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade hospitalar, localizada em Brasília, e ainda não há previsão de alta.
Apesar da piora na função dos rins, o hospital informou que o ex-presidente segue clinicamente estável. Ele continua recebendo tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, além de realizar sessões de fisioterapia respiratória e motora e medidas de prevenção contra trombose venosa.
Bolsonaro foi levado ao hospital na manhã de sexta-feira (13) após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O diagnóstico apontou broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após condenação relacionada a crimes ligados à tentativa de golpe de Estado.
O boletim médico foi assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; pelo coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Decisão do STF sobre visitas
Em decisão divulgada na sexta-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante a internação.
O ministro também permitiu visitas dos filhos Jair Renan Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia Firmo.
A decisão ainda determinou que a segurança do ex-presidente seja feita pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais permanecerão de prontidão 24 horas por dia, incluindo agentes posicionados na porta do quarto e equipes dentro e fora do hospital.
Moraes também proibiu a entrada de computadores, celulares ou qualquer dispositivo eletrônico na unidade onde Bolsonaro está internado, com exceção de equipamentos médicos.
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