Os Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 foram oficialmente abertos na última sexta-feira (6), em cerimônia realizada na histórica Arena di Verona, na Itália. A solenidade marcou o início da 14ª edição da competição, que reunirá atletas de diversos países ao longo dos próximos nove dias.
O evento contará com disputas em modalidades como esqui alpino, snowboard, biatlo e esqui cross-country.
O Brasil participa da competição com a maior delegação de sua história nos Jogos Paralímpicos de Inverno, formada por oito atletas, todos beneficiários do Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte.
Crescimento do paradesporto brasileiro
Para o secretário Nacional de Paradesporto do Ministério do Esporte, Fábio Araújo, a presença brasileira reforça o avanço do país também nas modalidades de inverno.
“Os Jogos Paralímpicos de Inverno são uma vitrine de excelência esportiva e, ao mesmo tempo, uma afirmação poderosa de inclusão”, afirmou.
Segundo ele, o fato de todos os atletas serem contemplados pelo Bolsa Atleta demonstra a importância da política pública para o desenvolvimento do esporte de alto rendimento.
“A participação brasileira reforça que o paradesporto do país segue avançando também nas modalidades de inverno, ampliando horizontes e inspirando novas gerações”, destacou.
Cerimônia em anfiteatro histórico
Com o tema transformação e amor, a cerimônia de abertura reuniu artistas e representantes do movimento paralímpico em um espetáculo realizado em um dos monumentos mais emblemáticos da Itália.
Construída no ano 30 d.C., a Arena di Verona é um anfiteatro romano que originalmente sediava batalhas de gladiadores e que foi adaptado para receber o evento esportivo, simbolizando a conexão entre história, cultura e inclusão.
Delegação brasileira acompanha abertura à distância
Por questões logísticas, a delegação brasileira não participou presencialmente da cerimônia em Verona. Os atletas acompanharam o evento a partir de Tesero, cidade que recebe as provas de biatlo e esqui cross-country paralímpico.
Outros integrantes da equipe nacional estão em Cortina d’Ampezzo, onde serão realizadas as disputas de snowboard e esqui alpino.
Mesmo à distância, os esquiadores Cristian Ribera e Aline Rocha foram os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura. Eles apareceram em um telão segurando o estandarte brasileiro diretamente de Tesero.
Experiência e conquistas da delegação
Natural de Rondônia, Cristian Ribera disputa sua terceira edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno. O atleta estreou em PyeongChang 2018, aos 15 anos, quando alcançou o sexto lugar na prova dos 15 km do esqui cross-country.
Nos Jogos de Pequim 2022, seu melhor resultado foi o oitavo lugar na prova dos 20 km da classe sitting.
No ciclo para Milano Cortina 2026, Ribera acumulou bons resultados na Copa do Mundo de esqui paralímpico, conquistando medalhas de ouro em etapas da competição e o Globo de Cristal, troféu concedido ao campeão da temporada de 2025.
Já Aline Rocha foi a primeira brasileira a disputar os Jogos Paralímpicos de Inverno e chega à sua terceira participação após um ciclo consistente no esporte.
A atleta paranaense foi campeã mundial no sprint em 2024 e também tem trajetória no atletismo, modalidade na qual competiu nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e Paris 2024.
Aline volta a carregar a bandeira brasileira em uma cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno, repetindo o feito das edições de PyeongChang 2018 e Pequim 2022.
“Esta é minha terceira participação em Jogos Paralímpicos de Inverno e serei porta-bandeira pela terceira vez. É sempre uma alegria enorme viver esse momento novamente”, afirmou a atleta.
A participação brasileira em Milano Cortina 2026 reforça o crescimento do país no paradesporto de inverno e destaca a importância de políticas públicas de incentivo ao esporte de alto rendimento.
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