O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção e o combate à hanseníase. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, incentivar o diagnóstico precoce e enfrentar os preconceitos ainda associados à doença.
A hanseníase é uma doença infecciosa e crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Entre os principais sinais estão o surgimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, acompanhadas de alteração ou perda de sensibilidade térmica, dolorosa ou tátil. Quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir e causar incapacidades físicas.
Em Vitória, o tratamento da hanseníase é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O município conta com um Serviço de Referência em Hanseníase, localizado na Unidade de Saúde de Andorinhas, onde são realizados o diagnóstico e o acompanhamento dos pacientes. A orientação é que, ao perceber qualquer sinal da doença, a pessoa procure o quanto antes a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência.
Transmissão
De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão da hanseníase ocorre por meio das vias respiratórias, quando uma pessoa infectada, que ainda não iniciou o tratamento, elimina a bactéria no ar ao falar, tossir ou espirrar. No entanto, é necessário um contato prolongado com o microrganismo para que haja infecção, e apenas uma pequena parcela das pessoas expostas desenvolve a doença.
Sintomas
O período entre a infecção e o aparecimento dos sinais pode durar, em média, cinco anos. Os sintomas surgem de forma lenta e progressiva.
Entre os principais estão:
- Manchas na pele com perda ou alteração de sensibilidade ao frio, calor, toque e dor;
- Dor, formigamento, fisgadas ou sensação de choque ao longo dos nervos dos braços e pernas;
- Redução da sensibilidade ou da força muscular na face, mãos e pés, devido à inflamação dos nervos;
- Inchaços ou nódulos na face e nas orelhas.
Diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce da hanseníase é fundamental para evitar o agravamento das lesões, prevenir incapacidades físicas e interromper a cadeia de transmissão da doença.
A referência técnica da Vigilância Epidemiológica, Lucienne Venturim Caldas, ressalta a importância da campanha. Segundo ela, o Brasil ocupa a segunda posição no mundo em número de casos de hanseníase, o que reforça a necessidade de atenção aos sinais da doença. “Muitos sintomas passam despercebidos. O diagnóstico precoce é o caminho para a eliminação da hanseníase, que ainda representa um importante problema de saúde pública no país”, destacou.
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