As chuvas intensas voltam a colocar diversas regiões do país em alerta nesta sexta-feira (16). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém cinco avisos ativos, indicando risco moderado a elevado para temporais em áreas da Amazônia e da Região Sul do Brasil.
Os estados do Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia concentram os principais alertas no Norte. A previsão aponta chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, com acumulados que podem variar de 50 a 100 mm por dia, além de ventos intensos, entre 60 e 100 km/h. As condições elevam o risco de alagamentos, queda de galhos de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Também há destaque para a ocorrência de raios na região, influenciada pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A previsão indica volumes superiores a 150 mm entre os dias 12 e 19 de janeiro no oeste do Amapá, oeste do Amazonas e sul do Pará.
Risco de inundação
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) emitiu alerta indicando condição moderada para inundação gradual em áreas ribeirinhas. O risco está associado ao extravasamento de rios e igarapés nas regiões intermediárias de Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC) e Tefé (AM), devido à propagação das ondas de cheia e elevação de rios secundários.
Sul em alerta severo
No Sul do país, todo o estado do Rio Grande do Sul e as regiões sul e oeste de Santa Catarina estão sob alerta severo para esta sexta-feira. A previsão indica chuvas entre 30 e 60 mm/h ou até 100 mm/dia, acompanhadas de ventos fortes, possibilidade de queda de granizo e transtornos urbanos.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul mantém o estado em alerta desde a noite de quinta-feira, com atenção especial para o risco de destelhamentos, principalmente em áreas do interior e na região nordeste gaúcha.
Sudeste também inspira atenção
No Sudeste, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentam alerta para condições moderadas de enxurradas, alagamentos e extravasamento de córregos. Segundo o Cemaden, também há risco de movimentos de massa, como deslizamentos e desabamentos, em áreas de Pouso Alegre (MG) e nas regiões de São Paulo, Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Rio de Janeiro.
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