O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) deflagrou, na última quinta-feira (27), a fase ostensiva da Operação Recepa, voltada a desarticular uma sofisticada organização criminosa responsável por fraudes fiscais na comercialização de café em todo o Estado. A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, e pela Receita Federal, com apoio de diversos órgãos de segurança.
A operação contou ainda com o suporte técnico e operacional do GAECO/MPES, do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, da Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS) — por meio da Polícia Penal — e dos Ministérios Públicos de Sergipe e Minas Gerais.
Esquema criminoso no setor do café
Segundo as investigações, o grupo criminoso era composto por empresários, contadores, “laranjas”, funcionários de empresas e produtores de café. A organização teria estruturado um esquema sofisticado para fraudar o fisco por meio de operações irregulares na cadeia de comercialização do café no Espírito Santo.
A Sefaz estima um prejuízo de aproximadamente R$ 400 milhões aos cofres públicos estaduais em razão das fraudes cometidas.
Mandados cumpridos em três Estados
Foram expedidos 16 mandados de prisão, dos quais 14 foram cumpridos até o momento.
Também foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão:
- 35 no Espírito Santo,
- 1 em Minas Gerais,
- 1 em Sergipe.
As ações ocorreram nas cidades capixabas de Rio Bananal, Guaçuí, Governador Lindenberg, Colatina, Linhares, Vitória, Serra, Irupi e Vila Velha, além de Muriaé (MG) e Aracaju (SE).
A Operação Recepa segue em andamento, e os órgãos responsáveis continuam analisando documentos, materiais apreendidos e informações colhidas durante o cumprimento dos mandados.
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