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Tecnologia 3D resgata e preserva peças pré-colombianas do Museu do Marajó

Projeto da PUC-Rio digitaliza 47 artefatos marajoaras em alta resolução, recria itens danificados e fortalece ações de preservação cultural na Amazônia.

redação Por redação
16/11/2025 - 09:31
em Cultura
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A PUC-Rio digitalizou 47 peças pré-colombianas do Museu do Marajó, criando modelos 3D de alta precisão para preservar a cultura marajoara e apoiar ações do projeto Amazonizar na Amazônia.

Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Um projeto da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) está garantindo a preservação de importantes peças da cultura marajoara, datadas de antes da chegada dos europeus à América. Ao todo, 47 vasos, urnas e artefatos raros do Museu do Marajó foram digitalizados em modelos 3D, permitindo reconstruções virtuais e até impressões físicas em caso de necessidade.

O trabalho é coordenado pelo professor Jorge Lopes, referência nacional em digitalização patrimonial e responsável pelo laboratório Biodesign Lab, da PUC-Rio. Segundo ele, a criação de arquivos digitais de alta precisão assegura que as peças possam ser recriadas futuramente e amplia o acesso à cultura marajoara.

“Alguns vasos já estão em realidade aumentada. Você pode remontá-los digitalmente. E vários outros já possuem arquivos matemáticos que permitem até impressão em 3D. É possível visualizá-los tanto em realidade aumentada quanto em realidade virtual”, explica o pesquisador.

A experiência acumulada por Lopes ao longo de duas décadas — incluindo a digitalização de peças do Museu Nacional antes do incêndio de 2018 — foi fundamental para o avanço do projeto no município de Cachoeira de Arari, na Ilha do Marajó.

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Tecnologia garante preservação de detalhes

O processo de digitalização envolveu escaneamento 3D em alta resolução e técnicas de realidade aumentada. Cada peça foi analisada em múltiplos ângulos pela equipe da PUC-Rio. As imagens são processadas por softwares especializados, que transformam os dados em modelos digitais brutos, posteriormente refinados até se tornarem réplicas fiéis aos originais.

De acordo com Gerson Ribeiro, especialista em escaneamento 3D, o principal desafio foi capturar com precisão textura, cor e volume.

“O escaneamento funciona muito próximo do nosso olho. O que enxergamos, o escaneador também enxerga. Se algo bloqueia a visão, ele não consegue capturar”, afirma.

A equipe enfrentou ainda dificuldades com os maiores artefatos, como urnas funerárias, que não podiam ser movidos.

Para contornar o problema, combinaram diferentes tecnologias:

  • Fotogrametria, que cruza fotos de vários ângulos para calcular profundidade;
  • Scanner de luz infravermelha, usado para objetos pequenos;
  • Scanner de luz branca, o mais preciso, capaz de registrar inclusive as cores originais.

Amazonizar: tecnologia e cultura na Amazônia

A digitalização do acervo integra o Amazonizar, meta-projeto da PUC-Rio que reúne iniciativas voltadas à sustentabilidade, cultura e desenvolvimento social na região amazônica.

Além da digitalização, a universidade realizou ações em parceria com o município de Cachoeira do Arari, como oficinas de empreendedorismo para artesãs bordadeiras e cursos de tecnologia para jovens da região.

“O meta-projeto Amazonizar busca tanto trazer a Amazônia para o centro das discussões da PUC-Rio quanto levar a universidade para a região, sensibilizando a comunidade acadêmica e gerando conhecimento a ser partilhado”, destaca a vice-reitora de Extensão e Estratégia Pedagógica, Jackeline Lima Farbiarz.

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Tags: #Amazônia#Amazonizar#CulturaMarajoara#Digitalização3D#MuseuDoMarajó#PatrimônioCultural#pucRio#RealidadeAumentada
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