O sistema de transmissão em corrente contínua (CC) da Usina Hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do mundo, está passando por uma ampla modernização tecnológica. O projeto, iniciado no início de 2024, é conduzido por uma subsidiária da State Grid Corporation of China e tem conclusão prevista para 2026, segundo informações de veículos especializados do setor elétrico.
A iniciativa ocorre após o incêndio registrado na estação conversora de Foz do Iguaçu, em 2023, e tem como objetivo atualizar equipamentos e sistemas de controle. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o pacote de modernização deve reforçar a segurança do abastecimento e contribuir para a redução das tarifas de energia elétrica no país.
De acordo com a Agência Brasil China, o gerente do projeto, Guo Li, explicou que os equipamentos e o núcleo tecnológico são desenvolvidos na China, com o objetivo de transformar a conexão elétrica entre Itaipu e o sistema nacional em uma espécie de “rodovia elétrica inteligente”, com maior capacidade e estabilidade.
“Na prática, isso significa aumentar a eficiência no transporte da energia gerada pela usina, reduzindo perdas e melhorando a resposta a picos de demanda”, destacou Guo Li à publicação.
A State Grid Corporation of China, maior empresa de energia elétrica do mundo, atua no Brasil desde 2010, com investimentos bilionários em linhas de transmissão e infraestrutura energética. Em Itaipu, a modernização envolve a troca de componentes de alta tensão, atualização de softwares de controle e reforço na automação da rede.
A modernização de Itaipu reflete o aprofundamento das relações sino-brasileiras em setores estratégicos. Em outubro, a China registrou recordes de importação de soja brasileira, anunciou novos investimentos no metrô de Recife e confirmou a ampliação da compra de carne do Brasil. Esses movimentos fortalecem a parceria econômica entre os dois países e destacam o papel da China como o principal parceiro comercial do Brasil.
A Usina de Itaipu Binacional, localizada entre Brasil e Paraguai, responde por cerca de 10% da energia consumida no Brasil e 88% da demanda do Paraguai. A modernização do sistema de corrente contínua é considerada essencial para garantir a segurança energética e o funcionamento contínuo da interligação elétrica entre as duas nações.
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