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Luz de LED pode revolucionar tratamento e prevenção de complicações em pés diabéticos

Terapia não invasiva demonstra potencial para acelerar a cicatrização, prevenir infecções e reduzir amputações em pessoas com diabetes.

redação Por redação
16/10/2025 - 16:08
em Saúde
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Técnica com luz de LED vem sendo testada em hospitais brasileiros e mostra resultados promissores na recuperação de feridas crônicas, com impacto direto na prevenção de amputações em diabéticos.

Luz de LED pode revolucionar tratamento e prevenção de complicações em pés diabéticos. Imagem: ilustração/canvas

A ciência brasileira acaba de dar um passo importante na busca por tratamentos menos invasivos e mais eficazes para complicações do diabetes. Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Pernambuco (UPE) mostra que a terapia com luz de LED pode acelerar o processo de cicatrização em feridas causadas pelo chamado “pé diabético”, uma das principais causas de amputações no país.

A pesquisa foi conduzida no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC-UPE) e envolveu pacientes com úlceras crônicas nos pés, uma complicação comum entre pessoas com diabetes tipo 2. O tratamento experimental utilizou uma combinação de luzes LED nas cores vermelha e azul, aplicadas diretamente sobre as feridas. Segundo os resultados preliminares, a técnica estimulou a regeneração dos tecidos e reduziu o processo inflamatório, favorecendo uma cicatrização mais rápida e segura.

De acordo com os pesquisadores, a luz vermelha atua na estimulação celular e na produção de colágeno, enquanto a luz azul tem efeito antimicrobiano, ajudando a evitar infecções. “O uso combinado dessas faixas de luz potencializa o processo de cura, melhorando a oxigenação e promovendo o fechamento das feridas de forma mais eficiente”, explica um dos autores do estudo.

O método, conhecido como fotobiomodulação, tem a vantagem de ser indolor, não invasivo e de baixo custo, o que torna sua aplicação viável tanto em clínicas privadas quanto no Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que, com mais estudos e padronização dos protocolos, a terapia possa ser incorporada como tratamento complementar em centros especializados de cuidado com o pé diabético.

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Especialistas destacam que o avanço é promissor, mas ainda requer acompanhamento clínico de longo prazo. “A luz de LED pode se tornar uma grande aliada no tratamento e na prevenção de amputações, mas deve sempre ser associada a cuidados básicos, como controle rigoroso da glicemia, higiene e uso de calçados adequados”, ressalta a endocrinologista Marina Tavares.

O diabetes afeta mais de 16 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde, e é uma das principais causas de amputações não traumáticas no mundo. Aproximadamente 85% dos casos começam com pequenas feridas que não cicatrizam, tornando essencial o desenvolvimento de terapias que estimulem a regeneração dos tecidos.

Com resultados animadores e grande potencial de expansão, a fototerapia com LED pode representar um novo capítulo na medicina regenerativa e transformar o cuidado com pés diabéticos em todo o país.

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Tags: #Bemestar#fototerapia#Prevenção#TratamentoMédicoDiabetesLedPesquisaSaúde
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