O Brasil deve fechar 2025 com a criação de 1,5 milhão de empregos formais (CLT), afirmou nesta quinta-feira (25/9) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov.
Segundo ele, o resultado é influenciado pelo aquecimento do mercado no último trimestre, impulsionado pelas compras de fim de ano, além de medidas do governo que garantem estabilidade no mercado de trabalho. “Este ano acho que está dado: vamos ter um saldo da ordem de 1,5 milhão de empregos formais no Brasil”, disse.
Juros e tarifaço
Marinho destacou que a taxa de juros elevada no Brasil ainda limita a geração de empregos. “O impacto dos juros é maior do que o tarifaço do Trump. O tarifaço impacta setores específicos. Os juros impactam toda a economia”, afirmou, em referência às tarifas adicionais de 50% impostas pelos Estados Unidos desde agosto.
Para o ministro, o Plano Brasil Soberano, que prevê R$ 30 bilhões em financiamentos e linhas de crédito para empresas afetadas, além da abertura de 437 novos mercados internacionais durante o governo Lula, tem amenizado os impactos da medida americana.
“O governo atuou rápido, abrindo mercado e oferecendo crédito, o que tem evitado maiores prejuízos. As empresas que dependiam exclusivamente dos EUA estão sendo apoiadas pelo BNDES e por medidas emergenciais”, explicou.
Mercado de trabalho em alta
Mesmo com os desafios, o Brasil vive a menor taxa de desemprego da história, 5,6% no trimestre encerrado em julho, segundo o IBGE. O ministro defendeu que a redução dos juros ajudaria a acelerar ainda mais a formalização e a geração de vagas.
“Precisamos de uma economia sempre forte e organizada, que aumente a formalidade e diminua a informalidade. Esse é o caminho para garantir empregos de qualidade”, disse.
Diálogo com os EUA
Sobre a relação com os Estados Unidos, Marinho comentou a possibilidade de uma reunião oficial entre Lula e Donald Trump, após o breve encontro dos dois líderes nos bastidores da Assembleia Geral da ONU.
“É legítimo que cada presidente defenda os interesses de seu povo. Mas acredito que, se Lula e Trump sentarem para conversar sobre os problemas comerciais, há espaço para construir soluções”, concluiu.
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