Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conseguiram um feito inédito: um paciente com HIV permaneceu indetectável por mais de um ano sem uso de medicamentos antirretrovirais. Agora, os cientistas planejam ampliar o estudo para verificar os efeitos em mais pessoas.
O paciente, que faz parte de um grupo de 26 voluntários que interromperam temporariamente o tratamento, apresentou resultados fora do esperado. A maioria voltou a ter o vírus detectado em até 14 semanas, retomando a medicação, mas um dos participantes permaneceu sem vestígios do HIV por um ano e meio. Nesse período, a pessoa também não transmite o vírus, segundo os pesquisadores.
A pesquisa combinou diferentes estratégias terapêuticas. Uma delas se assemelha a tratamentos usados contra o câncer, destruindo células infectadas pelo HIV. Outra abordagem envolve medicamentos que reativam vírus adormecidos, tornando-os vulneráveis à ação dos fármacos.
Segundo os cientistas, essa combinação não apenas controla a presença do vírus, mas também reduz a inflamação crônica no corpo, ajudando a proteger tecidos e melhorar a saúde geral de pessoas que vivem com HIV.
Lucas Raniel, que vive com HIV há 12 anos e hoje produz conteúdos sobre prevenção e tratamento, afirma que os avanços nos medicamentos e pesquisas como esta são fundamentais para a qualidade de vida de quem convive com o vírus.
*Da Agência Fonte Exclusiva.




