O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a adotar, de forma sistemática, a triagem de crianças entre 16 e 30 meses para identificar sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida faz parte da estratégia nacional de diagnóstico precoce, lançada pelo Ministério da Saúde, e busca ampliar o acesso a terapias especializadas ainda nos primeiros anos de vida.
Segundo a pasta, serão utilizados protocolos padronizados em unidades básicas de saúde para a avaliação do desenvolvimento infantil. Profissionais serão treinados para aplicar questionários específicos, capazes de detectar alterações comportamentais e de comunicação que possam indicar risco para o TEA.
A iniciativa se fundamenta em evidências científicas que mostram que quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são as chances de evolução clínica e social da criança. Com o novo modelo, pais e cuidadores receberão orientações sobre encaminhamentos a serviços de referência, quando necessário.
Atualmente, muitas famílias enfrentam longa espera até a confirmação do diagnóstico, o que compromete o início das terapias adequadas. A expectativa é que a medida contribua para reduzir desigualdades no acesso ao tratamento e fortalecer a rede pública de apoio às pessoas com TEA.
“O diagnóstico precoce é fundamental para garantir intervenções eficazes e melhorar a qualidade de vida das crianças e suas famílias”, destacou o Ministério da Saúde em nota.
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