As praias cearenses de Jericoacoara e Canoa Quebrada, dois dos destinos turísticos mais procurados do Nordeste, devem ganhar novo impulso com a inclusão de seus aeroportos no Programa AmpliAr, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A iniciativa tem como objetivo atrair investimentos privados em terminais regionais estratégicos, consolidando-os como motores de desenvolvimento econômico e social.
O Aeroporto Comandante Ariston Pessoa, em Cruz (CE), que atende Jericoacoara, e o Aeroporto Regional Dragão do Mar, em Aracati (CE), que conecta os visitantes a Canoa Quebrada, serão ofertados em leilão previsto para 24 de novembro, na Bolsa de Valores de São Paulo, junto a outros 17 aeroportos. Atualmente, os dois terminais são administrados pela DIX Aeroportos, mas apenas o de Jericoacoara opera voos comerciais regulares.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o AmpliAr prevê investimentos iniciais de R$ 1,35 bilhão em 19 aeroportos de 11 estados, com cerca de R$ 77 milhões por terminal. “O AmpliAr é importante para o fortalecimento regional. Esses aeroportos funcionam como vetores de crescimento econômico e social”, destacou.
Turismo em alta no Ceará
Segundo a Secretaria de Turismo do Ceará (Setur/CE), o estado recebeu 1,7 milhão de visitantes de janeiro a junho de 2025, gerando R$ 6,6 bilhões em receita turística. A taxa média de ocupação hoteleira foi de 73,8%, com gasto médio por turista de R$ 3.840,44.
Em Jericoacoara, que registrou aumento de 36% no fluxo aéreo em 2025, o turismo movimenta mais de 350 hotéis e pousadas, além de restaurantes, transportes turísticos e passeios. Para a secretária municipal de Turismo, Rosana Lima, o aeroporto é fundamental: “Os turistas movimentam toda a economia local, desde hospedagem até artesanato e esportes náuticos”.
Já em Canoa Quebrada, a expectativa é de retomada dos voos comerciais regulares após o leilão. O secretário de Turismo de Aracati, Flávio Marcelo, destacou que o funcionamento pleno do Aeroporto Dragão do Mar será determinante para descentralizar o fluxo turístico hoje concentrado em Fortaleza.
Especialistas reforçam que a operação contínua dos dois terminais vai não apenas atrair mais turistas, mas também estimular investimentos privados, gerar empregos diretos e indiretos e fortalecer setores como hospedagem, alimentação, transporte, lazer e comércio local.
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