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Banco Central veta compra do Banco Master pelo BRB e negócio de R$ 2 bilhões é barrado

Decisão surpreende mercado e interrompe plano do Banco de Brasília de ampliar participação no setor financeiro com aquisição do Banco Master.

redação Por redação
04/09/2025 - 08:03
em Brasil
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O Banco Central vetou a compra do Banco Master pelo BRB, operação de R$ 2 bilhões que estava em análise desde março. Entenda os motivos, impactos no mercado e os próximos passos.

Imagem:Agência Brasil

O Banco Central (BC) rejeitou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), encerrando a última etapa regulatória necessária para que a operação de R$ 2 bilhões fosse concluída. O veto foi comunicado na noite desta quarta-feira (3), em fato relevante divulgado pelo BRB a investidores. Até o momento, o BC não se pronunciou oficialmente sobre os fundamentos da decisão.

No comunicado, o BRB informou que solicitou acesso à íntegra da decisão para avaliar os motivos do indeferimento e considerar alternativas cabíveis. A instituição destacou ainda que a transação representava uma oportunidade estratégica para gerar valor ao banco, seus clientes, o Distrito Federal e ao Sistema Financeiro Nacional.

Poucos dias antes, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, havia sancionado uma lei autorizando o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Banco Master. O projeto foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF (CLDF) após determinação judicial, permitindo a ampliação da presença do BRB no mercado financeiro.

Desde o anúncio da operação, há cerca de seis meses, as ações do BRB acumularam valorização de aproximadamente 23% na Bolsa de Valores (B3).

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A negociação, no entanto, vinha sendo alvo de polêmicas. O Banco Master é conhecido por sua política agressiva de captação, oferecendo rendimentos de até 140% do CDI, acima da média de bancos menores, que varia entre 110% e 120%. Além disso, a instituição enfrenta desconfiança do mercado por não ter divulgado o balanço de 2024 e por não conseguir atrair investidores em uma recente tentativa de emissão de títulos em dólares.

Outro ponto que levantou dúvidas foram as operações com precatórios e o passivo elevado do Master. O BTG Pactual chegou a oferecer apenas R$ 1 pelo controle do banco, assumindo as dívidas, que seriam cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No entanto, divergências entre as instituições que compõem o fundo impediram que o acordo avançasse.

Com o veto do BC, o futuro do Banco Master permanece incerto, enquanto o BRB deve reavaliar sua estratégia de expansão no setor financeiro.

 

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Tags: #Banco Master#CDI#Ibaneis RochaBanco CentralBolsa de ValoresBRBBTG Pactualcompra de bancoFGCMercado financeiro
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